Odebrecht mega-resort 50km from Recife
Odebrecht announced a new mega-project, with hotels, golf course, spa, marina, etc. to be developed over the next 18 years. The project on praia do Paiva, 50km from Recife, totals 550 ha and 8.8km of beach. In the first phase, it will include a boutique hotel with 90 rooms and 780 rooms in traditional hotels.
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Odebrecht erguerá complexo turístico em Pernambuco
A construtora Odebrecht erguerá um megacomplexo turístico em Pernambuco. O empreendimento - formado por hotéis, campo de golfe, casas, spa, marina e hípica - será desenvolvido ao longo de 18 anos com investimentos de R$ 1,6 bilhão. Depois de pronto, acolherá até 30 mil pessoas.
O projeto marca o retorno da construtora ao segmento de turismo. Até 2003, a Odebrecht foi sócia da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) na Costa do Sauípe, resort na Bahia que reúne cerca de 1.500 apartamentos de hotéis.
Desta vez, o local escolhido foi a Praia do Paiva, que fica a menos de 50 km do Recife. O terreno de 550 hectares pertence à tradicional família pernambucana Brennand, ligada às artes plásticas e com investimentos em energia e vidro.
São 8,8 km de litoral intocado - quase 2 km a mais do que Boa Viagem, a principal praia do Recife. Do terreno que hoje abriga apenas uma plantação de 35 mil coqueiros surgirão quatro pólos de lazer temáticos: natureza, golfe/hípica, hotelaria de charme e spa/marina, todos cercados por casas.
A investida da Odebrecht se dá com a visão de que o turismo no Brasil passará por um forte crescimento. "O país está entrando na rota de lazer dos europeus e há falta de locais de alto padrão para atendê-los", afirma Ruy Rego, diretor de contratos da construtora.
Mas o principal interesse da construtora está na incorporação residencial dentro do complexo. Cada vez mais turistas europeus e da região Sudeste do Brasil compram casas de veraneio no Nordeste. Na Praia do Paiva, espera-se que metade das moradias seja adquirida por estrangeiros, seguindo o que aconteceu em Casas do Sauípe, condomínio feito pela Odebrecht ao lado do resort.
"Os hotéis criam a infra-estrutura de serviços para todo o condomínio. Eles geram também a primeira visitação ao local. Se a pessoa for e gostar, ela pode comprar uma casa", explica Rego. Por isso a primeira etapa do complexo, o pólo do golfe, terá um hotel butique de 90 quartos, mais outros 780 apartamentos distribuídos em empreendimentos tradicionais.
Para desenvolver toda a área de lazer do complexo, a Odebrecht quer atrair investidores que já tenham experiência no setor. A família Brennand participará do empreendimento com o terreno.
A estruturação financeira de um dos hotéis e do centro de convenções do pólo golfe está a cargo do banco Banif. Uma rede hoteleira entrará com parte dos recursos e o restante poderá ser captado via um fundo imobiliário, segundo Alberto Horn, superintendente da área imobiliária do Banif.
O alicerce do projeto - em fase final de aprovação ambiental - são obras feitas em forma de parceria público-privada. Uma delas tornará o acesso à Praia do Paiva mais fácil. Hoje, andam-se 48 km do aeroporto do Recife até o local. Com a construção de uma ponte e de uma rodovia, o percurso será reduzido para 14 km. A outra parceria servirá para a construção da rede de saneamento. Ambas terão investimentos de R$ 115 milhões.
Ao decidir também participar - mesmo que indiretamente - da construção do empreendimento, o governo estadual está interessado em desenvolver o turismo em Pernambuco. Na região Nordeste, o Estado é o quarto em número de turistas estrangeiros. Enquanto a Bahia liderou o ranking no ano passado ao receber 113 mil pessoas, Pernambuco acolheu 84 mil.
"Ainda estamos num estágio intermediário na recepção de turistas e temos consciência que, para o turismo se desenvolver, é fundamental haver infra- estrutura", afirma Laedson Bezerra, secretário de turismo de Pernambuco. Além de beneficiar quem quiser ir à Praia do Paiva, a nova rodovia também atenderá quem quiser ir à Porto de Galinhas, destino turístico que fica próximo ao novo projeto.
A primeira experiência da Odebrecht no setor de turismo se deu em 1997, com o complexo hoteleiro Costa do Sauípe, idealizado pela construtora e vendido à Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil).
Por cerca de cinco anos, a Odebrecht foi sócia da fundação com 8% do projeto, com uma opção de venda. Mas discussões sobre o valor da obra, que excedeu em R$ 87 milhões o orçamento, fez Odebrecht e Previ discutirem a saída da construtora em uma câmara de arbitragem. A solução foi um encontro de contas entre as partes.
Receita da área imobiliária deve chegar a R$ 1 bilhão em dois anos O empreendimento imobiliário no Recife é a atual "menina dos olhos" do presidente da Construtora Norberto Odebrecht (CNO), Marcelo Odebrecht, na área imobiliária. "Se o projeto fosse em São Paulo, onde as vendas são mais rápidas, logo dobraríamos o faturamento", diz Marcelo, da terceira geração dos Odebrecht.
